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De vez em quando, o vento do leste entra diante do pátio, os mil ramos dos salgueiros se inclinam todos para o oeste.

Lamento de primavera em nome de outra pessoa

Dinastia Tang・Liu Fangping

Ao sol da manhã, os últimos papa-figos acompanham meu choro; abro a cortina e só vejo a relva exuberante.

De vez em quando, o vento do leste entra diante do pátio, os mil ramos dos salgueiros se inclinam todos para o oeste.

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Animação da atmosfera poética

O conteúdo da animação mantém a versão original em chinês.

A animação está pronta.

Ilustração por IA

Tradução

O sol da manhã se levanta, e os últimos cantos dos papa-figos no fim da primavera parecem acompanhar meu choro. Ergo a cortina e só vejo uma extensão de relva viçosa. De vez em quando, o vento leste entra diante do pátio, soprando os mil fios dos salgueiros para o oeste.

Notas

代: falar em nome de uma personagem. 残莺: papa-figos do fim da primavera, indicando também que a estação está terminando. 妾: forma pela qual uma mulher se refere a si mesma; é a voz da personagem do poema.

萋萋: vegetação exuberante. 东风: vento primaveril que sopra do leste. “尽向西” — todos voltados para o oeste — descreve os ramos de salgueiro acompanhando o vento e abre espaço à imaginação da saudade de alguém distante.

O poema não explicita onde está a pessoa distante; não é necessário fixar “西”, “oeste”, como referência a determinada cidade.

Apresentação da obra

Introdução à obra: Liu Fangping dá voz à tristeza primaveril de uma mulher em seus aposentos. O poema contém apenas o canto dos papa-figos, o erguer da cortina e o vento nos salgueiros; omite de quem ela se separou e por quê, transmitindo sua mágoa sobretudo pela paisagem e pelas reações humanas.

Análise literária

O primeiro verso faz o canto dos pássaros acompanhar o choro; no segundo, “只见”, “só vê”, mostra que abrir a cortina não revelou a pessoa esperada. Quanto mais exuberante a vegetação diante dos olhos, maior o vazio sentido pela personagem.

No último verso, todos os fios dos salgueiros se voltam para oeste: é uma imagem precisa do vento e também parece indicar uma direção aos sentimentos que não encontram onde repousar. O poema não acrescenta explicações sobre o que a pessoa sente; deixa a paisagem levar a emoção que resta.

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